quinta-feira, 17 de março de 2011

Não sei dizer,



quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais segura, mais serena, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo. (Caio F. Abreu)

http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101907469

E eu digo o tempo todo:



o teu ser é conjunto do meu, assim adoçamos nossas vidas... (Caio F. Abreu)
http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101791935

Abaixo a razão e o pensamento,



o negócio é só sentir, meu irmão, só sentir. pensar já era. pensar acabou, não se usa mais. (Caio F. Abreu)
http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101712551

Ela ouve música,



que seu coração pede e modela seu ritmo ao seu estado de espírito. ela dança a coreografia de seus sentimentos. (Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101670306

Pra machucar os corações


Para quem tem mais de 30, 35 anos, este disco pode ser uma tortura. Não, não é que seja um mau disco. Eu explico. Ou tento. 
É que fatalmente eu/tu/ele/nós vamos lembrar. E não estou certo se essas lembranças serão boas. Ou se seriam boas, lembradas hoje, você me entende? Porque o tempo passado, filtrado pela memoria e refletido no tempo presente – agora -, parece sempre melhor. E terá mesmo sido?

Apenas, quem sabe, porque não havia fadiga lá. Aquela fadiga que se insinua, persistente, entre o ruído das buzinas e das descargas abertas nos engarrafamentos de trânsito, todo dia. Ou essa, de atravessar mais uma vez qualquer avenida às seis da tarde para, de repente, olhar a multidão também fatigada e preguntar: mas que cidade, afinal, é esta. E que vida? A quase amável, paciente fadiga de contemplar o grande relógio das repartições e escritorios, quase imóvel na sua lentidão, a partir das cinco e a caminho das seis da tarde. Para nos despejar, novamente, nas ruas entupidas de fumaça e desejos bandidos nas esquinas, dentro de carros apertados entre outros carros ou de ônibus apinhados – até o interior dos apartamentos, com seus fantasmas emboscados, uns mortos, outros vivos. E então o acúmulo de contas atrasadas, telefonemas ansiosos, telenovelas chatas, quem sabe algum plano, certas fantasias. Outra cidade, outro país, outro planeta, outra vida que não esta – uma memória de flores no cabelo e pés descalços, pouco antes do ruído do despertador e o do meu/teu/dele/nosso coração serem os únicos audíveis dentro da escuridão onde afundamos na lama de nossos sonhos mortos.

Mas eu falava – tentava – de um disco. De John Lennon.

Ele foi gravado ao vivo, no Madison Square Garden, a 30 de agosto de 1972. Há quase, portanto, 14 anos. Você tinha quantos – 15, 20, 25? E provavelmente também imaginava que, um dia, pudesse não haver mais guerras, nem países, nem ódio entre as pessoas. Um mundo novo, não é isso? Depois houve cinco tiros nas costas, e pouco antes, durante o depois, os muros das cidades pixados com frases como “flower-power is dead”. E então uma invasão de cabelos muito curtos, quase raspados, roupas negras, couro justo: a ridicularização de tudo em que você acreditou durante tanto tempo – e largou faculdade, largou família, caiu em bandos pelas estradas para sonhar com essa coisa que não aconteceu: um mundo novo. O deboche das suas antigas – e perdidas – ilusões. Patrício Bisso só sobe no palco para cantar qualquer coisa como “bolsa peruana? Sandália indiana? Hippie! Mata”. Eu rio, você ri, ele ri – nós rimos todos juntos. E temos um sutil cuidado em evitar, no vocabulário, no vestuário, qualquer detalhe capaz de nos identificar como sobreviventes daquele tempo. Agora somos mais do que modernos: demi-darks. Não temos fé, nem esperança, nem caridade. Bebemos vodca pura, cheiramos umas. Nunca mais compramos uma caixinha de incenso. E a bad-trip pinta sem química.

Tudo isso dói tanto. Eu nunca mais tinha ouvido John Lennon. O tempo corre, a gente vai descobrindo jeitos de se proteger. Elis? Nem pensar: põe aí a Paula Toller. Marc (quem lembra?) Bolan? De jeito nenhum, melhor um Boy George, cara. Let´s Roller. It´s only rock and roll. Só que eu nem sempre sei se gusto. Mas, por trás das defesas, esse vinco no canto esquerdo da boca continua avançando, cada vez mais fundo, cada vez mais longo. Você tenta reagir, sem dizer claramente não, pelo amor de Deus, não me dá esse disco pra ouvir, eu não entendo nada de música, eu não conheço John Lennon e nunca ouvi falar em Yoko Ono. Eu não tenho tempo. Não posso parar, nem pensar, nem sentir. Nem lembrar. Eu preciso ganhar dinheiro. Tenho pressa neste passo alucinado em direção ao buraco-negro do futuro.

Mas você acaba aceitando. Agora somos profissionais. Coloca no toca-discos, como quem não quer nada. Liga a TV, ao mesmo tempo. E no meio dos sons que vêm também da rua e dos outros apartamentos, de repente aquela voz tão antiga e conhecida grita:

- Mother!

Aumente o volume. Ou desligue para sempre, você me entende?

(Publicado no Estadão, Caderno 2, Domingo, 6 de abril de 1986)

quarta-feira, 16 de março de 2011

No riso na dor, furacão Elis

Para sempre a estrela Elis...
1962, palco do Cine Castelo, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Final do programa de auditório Maurício Sobrinho, da Rádio Gaúcha. As luzes se acendem sobre a grande atração daquela manhã: a estrelinha Elis Regina. Baixinha, meio desajeitada, ela vacila num repertório de versões um pouco na linha de Celi Campelo, com algumas tímidas incursões pela música brasileira. Mas a voz-clara, forte, afinadíssima empolga a platéia. Todos comentam:'Essa menina precisa sair daqui'.
E ela saiu. Meio no braço, como era seu jeito. Saiu para gravar um primeiro disco, VIVA A BROTOLÂNDIA, ainda com resquícios do modelo 'jovem' americanizado. Saiu para passar trabalho no Beco das Garrafas, para agitar os braços ao som de Arrastão, nos festivais da vida, para comandar O Fino Da Bossa, para brigar com todo mundo, ficar mal-falada e bem-amada, para casar, descasar, ter filhos, abrir a boca e falar sem medo, assumir seus falsos brilhantes e aperfeiçoar ainda mais aquela voz-clara, forte, afinadíssima. Como se fosse um instrumento musical, não apenas uma garganta humana deitando e rolando debochada em qua-qua-ra-qua-quás ou gemendo baixinho, atrás da porta. No riso na dor, furacão Elis levantou vôo daquele cineminha de bairro e foi sobrevoar o país com os braços girando sem parar. "Elis-cóptero", como a chamava Rita Lee.
E vinte anos depois daquela manhã de domingo, com as ruas de São Paulo apinhadas do povo que acompanhou seu enterro cantando os versos de O BêBado e a Equilibrista, nesta outra manhã recente em que Elis partia - alguns no meio daquela multidão espantada e comovida comentavam, como naquela manhã antiga, que essa menina - ah, essa mulher - precisava sair daqui. Deste planeta que , tão freqüentemente, parece não comportar a sensibilidade. Mas a multidão inteira que cantava e chorava, nesta outra manhã, sabia inteira que Elis Regina, tinha virado para sempre uma estrela, como ela queria. Não uma estrela qualquer, mas a mais luminosa de toda a música popular brasileira. E nas manhãs, nas tardes e nas noites dos muitos anos seguintes, quando sua voz brotasse do regente dos rádios ou dos velhos discos, esses todos saberiam que Elis vive. Para sempre.

A estréia de Adriana Calcanhotto, por Caio F.

Marisa Monte que se cuide - ou até que nem, porque a própria Marisa foi ver e adorou a temporada da gauchinha Adriana Calcanhotto no Mistura Fina, ali em Ipanema, no Rio. Críticos rebuscaram seus mais coruscantes clichês, platéias aplaudiram à exaustão, gentes deram com a cara na porta (a lotação estava sempre esgotada) e nem sempre Maria Lúcia Dahl, madrinha da Adriana no lançamento carioca, conseguiu lugar para todos. Com seus 21 aninhos, sem lembrar Gal, Marina, EIis, Cida ou Olívia, Adriana solta seus agudos de cristal em jóias de Roberto CarIos, Nei Lisboa, Rita Lee, Cazuza (Milagres: "mas que tempo mais vagabundo é esse! que escolheram pra gente viver?") e em composição dela própria (por exemplo, Mortaes). Agora ela volta a São Paulo para uma temporada no Aeroanta e no L'Onorabile SoCietà. Os mais atentos devem lembrar da moça, com seus verdes olhos, platinados cabelos e cotê demi-punk, em shows outros pelo Off Madame Satã e Centro Cultural São Paulo. Mas agora é pra valer. Adriana, eu juro, é a maior revelação da MPB (hein?) nesta virada brusca para os 90. (Caio Fernando Abreu)

In Revista A-Z (abril/89)

Caio sobre Bethânia

De jeans e camiseta, cabelo preso, aos gritos de "pega, mata e come!", Bethânia já foi musa da esquerda, tempos do show Opinião. Graças ao acaso – se acaso existe e não, destino - que trouxe a menina Berré de Santo Amaro da Purificação, Bahia, para os palcos do centro do país. Peruca canecalon, coberta de colares e pulseiras, gestos largos, recitando Fernando Pessoa e Clarice Lispector – Bethânia foi musa. A voz muito grave, sussurrando versos sensuais, embalou os amores dos casais pelos motéis, rivalizando na vendas de discos com o rei Roberto Carlos. Prendeu, soltou os cabelos, calçou, tirou os sapatos, largou as gravadoras comerciais, no auge do sucesso, trajetória inversa, tornou-se independente: conquistou o direito de gravar o que gosta, num repertório coerente e fiel à musica brasileira.
Foram muitas Bethânias nesses mais de 20 anos. Ou era um só? O escritor Júlio Cortázar, fã confesso (não fosse um iniciado em magia), afirmava que Bethânia e Caetano são uma única pessoa: yin/yang, homem/mulher, Oxóssi/Iansã. Foi muito in, ficou inteiramente out – até ultrapassar as divisões maniqueístas dos manipuladores da opinião pública para ocupar esse lugar muito especial só reservados ao mitos. Bethânia, deusa guerreira, de espada em punho e voz rouca, inconfundível, procurando sempre versos que falem às emoções dos apaixonados. Gosta-se dela como se cai em estado de paixão: além de qualquer razão.
E bela. Bela de um jeito que não é comum ser bela, cantora como não é comum ser cantora – nesse desregramento de padrões estéticos, Bethânia funde a aspereza de onde começa o Nordeste com o requinte dos blues de uma Billie Holiday. Cantora diurna das terras crestadas pelo sol, mas também noturna, dos lençóis de cetim úmidos de suor e amor, transita numa carreira de impecável coerência com sua própria criatura: dividida em mel e espada. Padroeira dos apaixonados, também divididos entre o mel e a espada cortante da vingança. Dessa extensa legião, Maria Bethânia é a voz mais fiel.


Caio F. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Eu me fui,



eu me sou, eu me serei em cada um dos girássois do reino a ser refeito. e as coisas terão que ser claras. (Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101469020

Já tenho um passado,



tenho tanta história. meu coração está ardido de meias-solas. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=101163537

Até bati um papinho,



com não sei quem, pedindo luz pra mim, pro planeta, pras pessoas. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=100856865

Por tudo que há de mau



no mundo, nós merecemos o máximo do bom. sem culpas. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=100841448

Então quero que você venha,



para deitar comigo no meu quarto novo, para ver minha paisagem além da janela, que agora é outra, quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado, aqui, sob este teto curvo e quebrado, entre estas paredes cobertas de guirlandas de rosas desbotadas. vem para que eu possa acender incenso no Nepal, velas da Suécia na beirada da janela, fechar charos de haxixe marroquino, abrir armários, mostrar fotografias, contar dos meus muitos ou poucos passados, futuros possíveis ou presentes impossíveis, dos meus muitos ou nenhuns eus. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=100480036

Quero controlar o relógio,



mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=100480031

Vem, que eu quero te mostrar,



o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarados. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=100470470

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vem para que eu possa,



recuperar sorrisos, pintar teu olho escuro com kol, salpicar tua cara com purpurina dourada, rezar, gritar, cantar, fazer qualquer coisa, desde que você venha, para que meu coração não permaneça esse poço frio sem lua refletida. porque nada mais sou além de chamar você agora, porque tenho medo e estou sozinho, porque não tenho medo e não estou sozinho, porque não, porque sim, vem e me leva outra vez para aquele país distante onde as coisas eram tão reais e um pouco assustadoras dentro da sua ameaça constante, mas onde existe um verde imaginado, encantado, perdido. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100461720

Seria isso então?



você só consegue dar quando não é solicitado, e quando pedem algo você foge em desespero. como se tivesse medo de ficar mais pobre, medo de que se alcance seu centro e nesse centro exista alguma coisa que você não quer mostrar nem dar ou dividir. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100201585

Muitas vezes



o que torna digna a vida de um homem é o fato de ele olhar para o céu e dizer “Meu Deus, que coisa imensa...” e perguntar: “Por que eu estou aqui?”. toda forma de criação artística é uma maneira de procurar essas respostas. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99871649

Pelos descaminhos,



meu rumo se perdia, eu tornava a buscar, recomeçava - e novamente errava, e novamente insistia, túrgido de ternura, me encarei. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99840178

Que te dizer?



que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99840175

Eis que de tanto pedir,



insistir, acender vela, fazer todos os feitiços para Santo Antônio e Oxum e concentrar, rezar, mentalizar, eis que pintou.
 (Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99664407

Queria dançar,



sobre os canteiros, estava cheio de uma alegria maldita que os passantes jamais compreenderiam. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99637814

E a vida existe,



e também é bonita. e se renova. tem lados de luz.
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99633928

Dá vontade de amar,



de amar de um jeito "certo", que a gente não tem a menor idéia de qual poderia ser, se é que existe um. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99628700

Eu não sei explicar,



acho que é uma questão de amor.
 (Caio F. Abreu)

Ousadias do coração que saca,



na hora, a intensidade do lance. e não disfarça. bueno, tinha pintado.
 (Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99619189

E quis te dizer



de como era bom que a gente tivesse se encontrado, assim, sem pedir, sem esperar. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99615363

Loucura, eu penso





é sempre um extremo de lucidez. um limite insuportável.
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99614906

No fim desses dias,



encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem... 
(Caio F. Abreu)

Você me perturba,



joga água e sai correndo. atira a pedra e me acerta de raspão, me espia no escuro e mostra a língua, me xinga, me atiça. invade o meu sossego, meu refúgio, pisa no meu ninho com os sapatos sujos, na minha toca, sem saber o meu tamanho, até onde vai meu bote, você me provoca achando que não há perigo. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99316828

Ficaram se olhando,



completamente dourados, olhos úmidos. seria a brisa? verão pleno solto lá fora.
 (Caio F. Abreu)




http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99136210

Na minha memória,



 tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos. (Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99129771

Dorme, menino



repito no escuro, o sono também salva. ou adia. 
(Caio F. Abreu)






http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=99060909

Não, você não sabe



você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo. 
(Caio F. Abreu)




http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98968217

Provaram um do outro,



no colo da manhã; e viram que isso era bom. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98956630

Chegar ao centro,



sem partir-se em mil fragmentos pelo caminho. completo, total. sem deixar pedaço algum para trás. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98917167

Ando com uma felicidade doida,



consciente do fugaz, do frágil. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=98917160

Não espere que devolvam algo,



não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98709119

Quero muito te amar,



e me encontrar contigo. mas não sei se conseguiremos - e tenho medo. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98676384

A vida tem caminhos estranhos,



tortuosos, às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. sim, existir é incompreensível e excitante. às vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilo que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98676361

Acho que fiz tudo certo,



do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que eu sei.
 (Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98674462

Que você me sentisse,



um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98674447

quarta-feira, 9 de março de 2011

Preciso de alguém,



que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. que tenha boca para falar, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. e um grande silêncio desnecessário de palavras. para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão.
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=97975262

Não consigo entender,





essa pressa em rotular, carimbar, colocar em prateleira: é assim, doce, amargo, leve, pesado.
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98428017

Devia ser sábado,





passava da meia-noite.
ele sorriu para mim. e perguntou:
- você vai para a Liberdade?
- não, eu vou para o Paraíso.
ele sentou-se ao meu lado. e disse:
- então eu vou com você.

(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98216495

Sei que pretendia,



dizer alguma coisa muito especial pra você, alguma coisa que faria você largar tudo e vir correndo me ver... 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98216490

Em luta,





meu ser se parte em dois. um que foge, outro que aceita. o que aceita diz: não. eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. agora. no que está sendo. pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. entrar nela significa viver. 
(Caio F. Abreu)




http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98212852

Algumas vezes,



eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. não é paranóia não. é verdade. sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. é preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98205963

De onde vem essa iluminação


que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação? 
(Caio F. Abreu)

Olha, estou te escrevendo

pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. eu não queria que fosse assim. eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98171599

Não há sentido:





melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98165957

Isso tudo nunca foi pra mim,



nunca funcionou, é sempre eu que caio, de amores, ilusões, dores e no final de tudo eu fico aqui, esperando esse trem, pra me levar para a proxima estação, onde eu possa finalmente criar uma nova ficção na minha cabeça, uma nova atração para os meus olhos, uma nova paixão pro coração, e quem sabe, um final pra este roteiro. (Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98160074

Aconselhável,





vadiar pelas praças, respirar o cheiro de pipoca das esquinas, olhar vitrinas, acreditar em Deus, sorrir para desconhecidos.
aconselhável dançar valsa e rock and roll, andar de bicicleta, pular corda, procurar ovnis no céu, alimentar cachorros vagabundos. 
(Caio F. Abreu)



http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98147896

Nenhuma luta,



haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. quero ser diferente. eu sou. e se não for, me farei. 
(Caio F. Abreu)


http://www.orkut.com.br/Community?cmm=98146981
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...