quarta-feira, 16 de março de 2011

A estréia de Adriana Calcanhotto, por Caio F.

Marisa Monte que se cuide - ou até que nem, porque a própria Marisa foi ver e adorou a temporada da gauchinha Adriana Calcanhotto no Mistura Fina, ali em Ipanema, no Rio. Críticos rebuscaram seus mais coruscantes clichês, platéias aplaudiram à exaustão, gentes deram com a cara na porta (a lotação estava sempre esgotada) e nem sempre Maria Lúcia Dahl, madrinha da Adriana no lançamento carioca, conseguiu lugar para todos. Com seus 21 aninhos, sem lembrar Gal, Marina, EIis, Cida ou Olívia, Adriana solta seus agudos de cristal em jóias de Roberto CarIos, Nei Lisboa, Rita Lee, Cazuza (Milagres: "mas que tempo mais vagabundo é esse! que escolheram pra gente viver?") e em composição dela própria (por exemplo, Mortaes). Agora ela volta a São Paulo para uma temporada no Aeroanta e no L'Onorabile SoCietà. Os mais atentos devem lembrar da moça, com seus verdes olhos, platinados cabelos e cotê demi-punk, em shows outros pelo Off Madame Satã e Centro Cultural São Paulo. Mas agora é pra valer. Adriana, eu juro, é a maior revelação da MPB (hein?) nesta virada brusca para os 90. (Caio Fernando Abreu)

In Revista A-Z (abril/89)

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