terça-feira, 1 de março de 2011

Pôr do Sol no Guaíba


O sol começa a baixar, vou pegar a bicicleta e ver a lua cheia subir à beira do rio. Pedalo até a Usina do Gasômetro, onde tem um bar-barco, você toma água, o barco balança e você se sente no terceiro uísque.  Oxum grita nas águas, lindíssima, e há muitos rapazes suados correndo lindos feitos cavalos, as ilhas ao longe, no horizonte de quem vai para a Argentina.
                                                                     Caio Fernando Abreu (Carta a Lucienne Samôr)



Ando morto de saudade de Porto Alegre. Acho que vou agora no fim do mês ficar uns 10 dias. 
Vou de ônibus, bem pobrinho.  Basta sentar nos degraus de casa, tomar um sol com Zaél e Nair, chimarrão com bergamota (mistura explosiva), uma noitada no Lola ou/e Ocidente,  uma voltinha  na Redenção, um pôr-do-sol no Guaíba — e já me sinto tri-reenergizado.  Amo demais o Sul.  Naturalmente que é um Sul utópico, que existe mais na memória afetiva,  filtrada,  do que na real.  Mas sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir. Voltar,  depois,  quase impossível.
                                                                     Caio Fernando Abreu  (Carta à Magliani)

Um comentário:

disse...

Como é maravilhoso andar por Porto Alegre, ver o pôr do sl no Gasômetro, ir na Redenção e saber
que eram lugares preferidos do Caio.
Vou postar mais lugares que encantavam nosso amado Caio.

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